O profeta Samuel
- michelfiorio
- 5 de ago. de 2023
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- Silo era um dos santuários existentes na Terra Santa (1Sm 1,1-3). Nesta época, não tinha nascido Davi, Jerusalém não tinha sido conquistada ainda e não existia o templo em Jerusalém que seu filho Salomão iria construir. Mas antes disso existiam vários santuários em Israel, que seriam os lugares que tinham acontecido intervenções de Deus na vida dos patriarcas; Abraão, Isaac e Jacó, onde o povo vinham de tempos em tempos oferecer sacrifícios de adoração. E é para a festa das Tendas que Elcana sobe com suas duas esposas e seus dois filhos para oferecer sacrifícios de adoração a Deus.
- Samuel será o filho concedido por Deus a uma mãe estéril, como Isaac, Sansão e João Batista (1Sm 1,10-11). O menino que vai nascer é consagrado a Iahweh, para o serviço de seu santuário. Os cabelos longos serão sinal dessa consagração.
- O que é Orar, senão “derramar a nossa alma perante Deus” (1Sm 1,15). Todos nós passamos por situações de angústia, de desafios, de sofrimento. Que possamos aprender a fazer como Ana; “buscar a Deus e derramar a nossa alma, o nosso coração, a nossa existência perante Deus”.
- A grande intervenção de Deus para o nascimento de Samuel (1Sm 1,20). Samuel, o último dos juízes e, ao mesmo tempo, profeta, foi incumbido por Deus para sagrar o primeiro rei de Israel; Saul. Samuel prefigura João Batista que nasce também de uma intervenção divina, de uma mulher idosa e estéril (Isabel), que é o mesmo que vai acontecer com Samuel e João Batista, aonde eles vão se dedicar a profecia, Samuel vai preparar os caminhos para Davi, aquilo que João Batista vai fazer, preparar os caminhos para Jesus, em Samuel se inicia a profecia e em João Batista se encerra o último profeta do Antigo Testamento. Esse é o caminho que estamos fazendo da leitura Cristológica das Sagradas Escrituras.
- Cântico de Ana (1Sm 2). Esse cântico de uma mulher que celebra as intervenções de Deus na História, que louva, bendiz, glorifica a Deus, que derruba os poderosos e eleva os humildes, cântico esse chamado “o protótipo do Magnificat” (Lc 1,46-55).
- A generosidade de Deus (1Sm 2,21-22). Ninguém vence a Deus em generosidade e fidelidade, mas Deus espera encontrar um coração generoso. Ana dá um filho (Samuel) a Deus, e Deus dá cinco filhos a ela, mostrando como "Deus é generoso quando nós exercemos generosidade para com Deus".
- O chamado de Samuel, a imagem daquele que escuta o chamado de Deus (1Sm 3). Samuel não conhecia ainda a Deus, ele era consagrado, servia ao Senhor, mas ainda não tinha tido uma experiência com Deus (1Sm 3,7). Samuel era um jovem de Deus, mas mesmo assim ele não sabia ainda distinguir de forma muito clara, discernir entre a voz de Deus e a voz dos homens, e vai ser Eli que vai dizer, apontar para Samuel que aquilo era a voz de Deus (1Sm 3,9). Com a escuta de Samuel, possamos aprender de uma forma muito clara, que para ouvir a voz de Deus precisamos fazer as nossas orações como a Lectio Divina, liturgia das horas, Santa Missa, e precisamos ir contra as coisas ruins que são as paixões desordenadas, os pecados, as ansiedades, as inquietações, os desejos desequilibrados para que esses ruídos se não cessem, eles diminuam sua intensidade, então quando nós fazemos esses dois movimentos: aumentar a voz de Deus pela oração e baixar os ruídos pelo cumprimento dos mandamentos, por refrear as paixões desordenadas, por equilibrar e disciplinar a nossa vida, a voz de Deus tem mais possibilidade de ser ouvida, para podermos dizer como Samuel “fala Senhor que teu servo escuta” (1Sm 3,10).
- Derrota dos israelitas e a captura da Arca (1Sm 4,10-11.17-18).
- O cumprimento da profecia de Iahweh a Eli (1Sm 3,11-14).
- Os Filisteus levam a Arca da Aliança como um troféu (1Sm 5,1-5). Eles colocam a Arca no templo deles com o deus que eles têm (deus Dagon), e quando eles fazem isso, acontece que o deus Dagon não para em pé, fica todo quebrado diante da Arca mostrando que Deus era maior do que aquele deus deles.
- Enquanto a Arca da Aliança ficaram com os Filisteus, eles ficaram cheios de tumores, feridas o tempo todo, e eles fizeram uma forma de devolver (1Sm 6,1-3).
- A Arca da Aliança ficou guardada numa casa de uma pessoa que respeitosamente cultuava, não mais como Silo onde o povo subia anualmente para glorificar e adorar a Deus (1Sm 7,1). O povo de Israel não mais glorificava e adorava a Deus, então é um sinal de que um tempo se encerra, o tempo dos juízes está se encerrando e essa história só vai se reconectar de novo com Davi, que vai ser aquele que vai dançar na frente da Arca para reconduzir a Arca da Aliança para Jerusalém, e Davi vai ser aquele que vai devolver o culto a Deus, a Adoração a Deus, por isso que Davi é a prefiguração de Nosso Senhor Jesus Cristo, porque Davi que vai trazer a Arca da Aliança, o Deus que estava esquecido para ser o centro do povo e da nação.
- O grande problema de Israel não é ter rei ou não ter rei, mas a tentação de querer ter um rei como os outros povos teve (1Sm 8,5-8). É isso que também acontece quando Moisés sobe a montanha e o povo se reuniu com Aarão pedindo para dar um deus igual aos outros povos tem, um deus que eles possam ver e tocar.
- O preço que o povo de Israel vai ter que pagar para ter um rei (1Sm 8,10-18). O primeiro grande discurso de Samuel.
- Saul é ungido de forma secreta pelo profeta Samuel (1Sm 10,1). Depois uma eleição pública (1Sm 10,17-27). Agora Saul vai ser proclamado publicamente (1Sm 11,15).
- Discurso de despedida de Samuel (1Sm 12,20-25). Deus tem que ser o primeiro, o absoluto, e é adorando a Deus que temos a verdadeira felicidade.
- O reinado de Saul será sempre um reinada de batalha (1Sm 14,47-52), e a guerra contra os amalecitas será uma guerra santa (1Sm 15,1-3), mas Saul desobedece a Deus (1Sm 15,9). Com isso, Saul vai ser desprezado por Deus (1Sm 15,10-11), porque ele não leva ao “anátema” (não compreende o sentido religioso).
- Começa a decadência de Saul (1Sm 15,22-23). Saul é um rei humanamente (detém o poder humano), mas não um rei escolhido por Deus (não tem a unção divina).
- Com a desobediência de Saul, encerra a tentativa de Israel ter um rei, a tentativa de ser um rei para ser igual os outros, terminou sendo um rei que agrada o povo e desagrada a Deus (1Sm 15,24-26). Esse é o ensinamento que devemos aprender e levar para as nossas vidas: O que agrada a Deus? Fazer a vontade de Deus; obedecer aos mandamentos, obedecer o que Deus nos pede ao nosso estado de vida, ser dócil as inspirações que Deus coloca ao nosso coração para fazer aquilo que ele pede para nossa vida, e assim nós nos santificaremos se nos libertarmos dessas duas pragas: não querer ser igual aos outros, não querer agradar aos outros em detrimento em obedecer à vontade de Deus.






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