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Moisés, o Legislador.

  • Foto do escritor: michelfiorio
    michelfiorio
  • 25 de jun. de 2023
  • 9 min de leitura

Atualizado: 26 de jun. de 2023



- Quando o povo de Israel conseguiram atravessar o mar de Mara, eles vão para um local onde simboliza 12 fontes [as 12 tribos de Israel, os 12 Apóstolos, a pertença ao povo de Deus], e as 70 palmeiras que representa [os 70 homens que recebem o Espírito de Deus para profetizar em nome de Moisés] (Ex 15,27).


- O coração miserável humano, é um coração que vive ainda preso a escravidão (Ex 16,32).


- O povo de Israel não murmura contra Moisés e Aarão, mas sim contra Deus (Ex 16,8). Para esse povo ter força para trilhar o caminho da libertação até chegar à terra prometida, Deus vai ter que alimentar esse povo com pão e carne [maná e as codornizes].


- O maná (pão descido do céu) e as codornizes (para que eles possam se alimentar, que são passarinhos) (Ex 16,9-16). No Evangelho de João, capitulo 6 vai dizer: Vossos pais comeram o pão, o maná dado pelo Pai que veio do céu, mas Jesus vai dizer: “Eu sou o verdadeiro Pão Vivo descido do céu, os vossos pais comeram e pereceram”, porque aquele pão só dava força para sustentar o corpo. O maná prefigura JESUS QUE É O PÃO VIVO DESCIDO DO CÉU! QUEM COME A MINHA CARNE E BEBE O MEU SANGUE VIVE EM MIM E EU VIVO NELE. O maná e as codornizes representam a prefiguração da EUCARISTIA, o alimento eterno que Jesus dá a Sua Igreja.


- O Êxodo é um caminho de libertação, e novamente, sempre quando o povo tinha qualquer dificuldade, com mente de escravo, eles voltavam ao passado (Ex 17,1-3). Quer ser livre? Desapegue do passado!


- Da murmuração, a água da rocha (Ex 17,4-7). São Paulo em (1Cor 10,4) vai dizer que essa rocha era Cristo que dava de beber [quem tem sede venha a mim e beba (Jo 7,37-38)]. “Cristo é a nossa rocha que sacia a sede do nosso coração, e que vai caminhar com a Igreja durante a nossa peregrinação rumo a Jerusalém celeste”!


- O combate contra Amalec (Ex 17,816). Nesse combate, Moisés manda Josué na frente com os soldados. Enquanto Moisés está de braços abertos e levantados como “Cristo na Cruz”, o povo vencia, quando Moisés abaixa os braços, o povo perdia. Então, Moisés está prefigurando “Jesus, o grande intercessor”, de braços erguidos diante do Pai, para que nós possamos vencer as batalhas desta vida.


- A grande missão de Moisés é ensinar a lei de Deus, porque aquele povo saiu da escravidão, mas não sabem viver como homens e mulheres livres (Ex 18,13-20). É por isso que Deus vai dar a Moisés também a Lei para que aconteça um processo de libertação. Se queremos ser homens livres, esforcemo-nos para obedecer aos mandamentos da lei de Deus e da Igreja.


- O que é ser um reino de sacerdotes, o que é ser uma nação santa (Ex 19,5-6)? É um povo que vai se apresentar diante de Deus em nome de todos os outros povos. Vocês serão instrumentos para adorar a Deus e trazer a benção para todo o povo. Israel é o povo sacerdotal de Deus, aquele que “traz o Nome do Senhor” (Dt 28,10).


- A santidade de Deus, a Sua grandeza, a Sua perfeição (Ex 19,9-15). Todos nós, para se aproximarmos de Deus, precisamos nos purificar, precisamos entender que Deus é infinitamente maior, tirar tudo aquilo que nos torna impuros (1Sm 21,5) para chegar perto de Deus.


- A teofania como duas imagens, uma como tempestade e outra como terremoto. (Ex 19,16-18). São manifestações da natureza para revelar que ela está percebendo a presença do seu criador, mostrando a grandeza e a santidade de Deus.


- Deus que se revela ao seu povo (Ex 19,22-25). O Deus três vezes Santo que vem visitar o seu povo.


- O Decálogo (Ex 20,1-21). Deve ser entendido no contexto do Êxodo como “o grande acontecimento libertador de Deus no centro da Antiga Aliança”. A primeira tábua da lei contém os três primeiros mandamentos (Ex 20,3-11) - refere-se as exigências do amor a Deus. Os outros sete mandamentos seguintes (Ex 20,12-17) - refere-se do amor ao próximo que nos levam ao amar a Deus.


- Os códigos da Aliança (Ex 20,22-26.21,1-36.22,1-30.23,1-33). O que são os códigos? Os dez mandamentos foi promulgado por Deus à Moisés, e os códigos são Moisés interpretando os mandamentos fundamentais para o dia a dia, por exemplo: o que fazer com alguém quando rouba, como se deve rezar no Templo, leis na área da sexualidade, leis da área da justiça, leis da área da liturgia, do rito. A aliança do Sinai vai unir a adoração a Deus e o seu culto, a uma vida moral justa a partir de leis claras que vão se tornando a constituição do povo de Deus, que será também o fundamento da civilização judaica cristã.


- Deus dizendo para Moisés: faz-me um santuário para que eu possa habitar no meio deles (Ex 25,8-9). Toda a liturgia, o culto de Israel, é Deus que vai fazer, por quê? Porque toda liturgia é uma forma de participar da liturgia celeste, é um rito que nós vamos ver de forma mais plena no livro do Apocalipse.


- Farás dois querubins de ouro nas duas extremidades do propiciatório (Ex 25,18). Ainda tem aquele povo meio neurótico que diz que não pode fazer imagem, mas no santuário que Deus mandou fazer tem imagens de querubins, o que não pode é fazer imagem de Deus, só depois que Jesus veio, porque o Verbo se fez carne, então Jesus tem um rosto. Tinha querubins em todo o santuário que era o local onde Deus está presente. Os querubins estão inclinados a Arca, onde segundo a tradição de Israel, Deus toca a terra e coloca pés no propiciatório (tampa da Arca).


- O que é que tem dentro da Arca (Ex 25,21-22). O Testemunho - as tabuas da lei, os dez mandamentos. Aqui é o local que Israel mais venera, que é sua forma de se ligar com Deus - os mandamentos. Aonde a Arca da Aliança andava, carregava a “presença de Deus”, que prefigura a Virgem Maria, a nova Arca da Aliança. Ela que carregou Cristo no seu seio por nove meses, como a Arca da Aliança carregava a presença de Deus por onde andava, por isso quando a Virgem Maria se encontra com Isabel, como é que Isabel a saúda: "como a Mãe do meu Senhor venha me visitar", que é a mesma saudação que Davi faz quando a Arca da Aliança vai entrar na cidade de Jerusalém conquistada por ele.


- Deus ensina por meio de Moisés todo um caminho para adora-lo, onde é necessário um rito, é necessária uma celebração, é necessária uma liturgia (Ex 25.26.27.28.29.30.31). Por isso que Deus vai dizer a Moisés: faça desse jeito, é aquilo que nós vamos chamar de ortodoxia - é a forma correta de adorar a Deus, que se faz necessário ter uma doutrina (um conhecimento de quem é Deus para que se adore o Deus verdadeiro), se faz necessário obediência aos mandamentos (uma moral), se faz necessário um rito (a liturgia). A liturgia de Israel aponta para a liturgia da Igreja, para que um dia participemos da Jerusalém celeste onde adoraremos ao Pai na força do Espírito por meio de Cristo.


- Prescrições referentes à construção do santuário e aos seus ministros: “Faze-me um santuário, para que eu possa habitar no meio deles. Farás tudo conforme o modelo da Habitação e o modelo da sua mobília que irei te mostrar” (Ex 25,8-9).


- A primeira dificuldade para se adorar a Deus (Ex 32,1). Nós temos dificuldade com um elemento chamado “tempo”, nós temos muita facilidade em dizer que Deus tarda em fazer as coisas. Nós não suportamos a demora, nós não suportamos não saber para onde ir, nós não suportamos não ter a solução dos nossos problemas.


- Aarão não aguentou a pressão do povo e criou um deus, um bezerro de ouro colocando-o no lugar de Deus (Ex 32,2-5). Esse é um risco que nós corremos de manipular a Deus, tentar convencer a Deus dos nossos projetos, de colocar Deus como sendo nosso seguidor. Toda idolatria nasce de querer um deus que seja a nosso serviço e não vivermos ao serviço de Deus.


- O que é um bezerro de ouro (Ex 32,7-8)? É tudo aquilo que nós colocamos no lugar de Deus: pode ser o dinheiro, a saúde, a esposa, os filhos, seja lá o que for que coloca-se como centro da nossa existência, a qual nós tentamos atrair o próprio Deus para servir aquilo que colocamos como deuses em nossas vidas.


- A grande oração de Moisés (Ex 32,11-14). Vemos a prefiguração da intercessão de Jesus no alto da cruz: “Pai perdoa-lhes porque eles não sabem o que fazem”. Moisés prefigura a Jesus Cristo que vai fazer a intercessão perfeita para que os nossos pecados sejam perdoados por meio da oração e do sacrifício da sua vida. Moisés mais adiante vai dizer: risca o meu nome da livro da vida (Ex 32,32), quer dizer, ele assumiu ser alguém punido pela culpa do que não fez, mas não desista do teu povo, e nisso Moisés está prefigurando Nosso Senhor Jesus Cristo, aquele que vai verdadeiramente assumir a culpa da humanidade quando lemos o profeta Isaías: Ele carregava as nossas dores, nós olhávamos como um chagado, na verdade Ele era golpeado por nossas culpas, o peso das nossas penas pesavam sobre Ele, por suas chagas nós fomos curados (Is 53,3-5). Moisés é aquele que verdadeiramente diante de Deus “intercede”, querendo o bem do seu povo, e Deus na sua imensa bondade permite que isso aconteça para que o seu amor cresça.


- Depois do pecado de Israel, que se desviou de Deus para adorar o bezerro de ouro, Deus ouve a intercessão de Moisés e aceita caminhar no meio de um povo infiel (Ex 33,12-17).


- Moisés não pode contemplar a face de Deus (Ex 33,18-23). Algo que só foi possível com a encarnação do Verbo, quando o Verbo se fez carne no ventre da sempre Virgem Maria, nós podemos ver a face de Deus na pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, porque a plenitude da revelação é na pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso que essa é a frase fundamental dos orantes: “E a Tua Face Senhor que eu busco, e eu busco com todo o meu coração, a minh’alma tem sede de vós, deseja o Deus vivo”. Buscar a face de Deus é conhece-lo, que se dá de forma plena na pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Busque conhecer a Jesus, faça a lectio divina dos Evangelhos, depois comece a meditar sobre os mistérios da vida de Deus, como Deus se revela: pela criação, pela encarnação, pela Sua Paixão, morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo; é isso que é buscar a face de Deus. Orar não é buscar que Deus nos ajude a realizar os nossos projetos, mas rezamos para buscar conhecer a Deus, e que nos revele o projeto Dele para nós.


- O rito de passagem, da despedida de Moisés, e quem vai tomar a frente do povo vai ser Josué (Dt 31,1-3). Josué foi o grande companheiro e auxiliar de Moisés, e quando Moisés ia para tenda falar com Deus, Josué ficava ao lado de fora esperando até o final, o servo fiel, companheiro, isto desde a saída do Egito.


- Moisés vai dizer: agora sigam, tenham confiança, seja forte e corajoso, não te apavores! (Dt 31,6-8). Uma das coisas que nos impede de sermos homens e mulheres livres é o medo. O medo é o caminho da escravidão. Por isso que Moisés vai dizer: não tenham medo, Deus nos sustentou e nos protegeu durante quarenta anos no deserto, quando entrardes na terra prometida, não tenham medo dos seus inimigos. Josué, verdadeiramente vai ser um homem que vai seguir esses conselhos. Ele aprendeu com Moisés a escutar Deus, a falar com Deus e a ser dócil a Deus, mas a grande marca dele será a coragem, um homem que combateu para que toda a promessa de Deus se realizasse.


- Deus vai fazer referência que Moisés quando foi bater na pedra, ele bate duas vezes e Deus pediu que ele batesse uma vez na pedra, e Moisés duvidou e bate duas vezes, e o texto vai dizer que este é o motivo pelo qual Moisés não vai entrar na terra Santa porque ele duvidou nesse momento (Dt 32,50-52).


- O monte Nebo marca a despedida de Moisés (Dt 34,1-3). Logo abaixo e em frente está a cidade de Jericó - que vai ser a primeira cidade a qual Josué vai invadir, que conhecemos que são as quedas das muralhas de Jericó, que exatamente vai ter uma travessia quando Josué vai descer embaixo do monte Nebo, atravessar com o povo aonde o rio Jordão vai abrir, vai ser também onde Elias vai atravessar e que também as águas vão se abrir, vai ser o lugar também que Eliseu vai passar e as águas vão se abrir, e vai ser no mesmo lugar aonde João Batista vai batizar e será aonde Jesus será batizado.


- A promessa de Deus a Abraão até se cumprir, vai ser cumprida plenamente com Davi, que vai conseguir conquistar tudo aquilo que Deus prometeu, vai ser o homem da realização plena da promessa (Dt 34,4). Josué começa como guerreiro e Davi termina como guerreiro conquistando tudo que Deus prometeu mil anos depois de Abraão e mil anos antes de Nosso Senhor Jesus Cristo.


- A morte de Moisés (Dt 34,5-6). Deus sepultou Moisés, ninguém viu e ninguém sabe onde é a sua sepultura. Moisés e Elias tem uma morte diferenciada, em que também veremos que Elias foi arrebatado num carro de fogo.


- Moisés antes de morrer impôs as mãos sobre Josué para que ele recebesse o poder do alto - o Espirito Santo, para ter força, coragem, sabedoria e vencer todas as batalhas (Dt 34,9). O costume que também a Igreja vai assimilar a ordenação dos bispos e padres é com a imposição das mãos para conferir autoridade.


- Não houve um profeta como Moisés (Dt 34,10-12). A promessa que existe no livro do Deuteronômio quer dizer o seguinte: Eu enviarei um profeta como Moisés quando ele vier. E quem é esse profeta? Nosso Senhor Jesus Cristo. Se Abraão é o nosso pai na fé, Moisés é o grande prefigurador de Nosso Senhor Jesus Cristo.

 
 
 

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