José do Egito
- michelfiorio
- 31 de mai. de 2023
- 8 min de leitura
Atualizado: 24 de out. de 2023

- Abraão é bisavô de José, Isaac é avo de José, e Jacó é pai de José.
- José apesar de ser o filho mais novo, que na cultura oriental isso tinha uma diferença muito grande, era José que apontava o erro dos irmãos para o pai (Gn 37,2).
- A primeira prefiguração: Quem é José? José é o filho predileto do pai (Gn 37,3). Quem é o filho predileto do Pai? Jesus Cristo. José tem algo de Jesus quando ele é o filho predileto, e que isso vamos ver nos meios dos acontecimentos, que José é meio de salvação para os irmãos.
- José tinha uma túnica adornada diferente de todos os outros irmãos, ele tinha uma dignidade diferenciada, então ele era o filho predileto, de dignidade diferenciada. Nisso ele aponta para Jesus Cristo (Gn 37,3). As túnicas e a sua importância no Novo Testamento: o filho prodigo (Lc 15,11-32), a mulher hemorroiza (Lc 8,43-48), na cruz os soldados disputam pela túnica (Jo 19,23-24), túnica sem costura e mangas compridas somente sacerdotes usam, e túnica acima e colorida somente rei usa.
- José é aquele que é não amado pelos irmãos (Gn 37,4), assim como Jesus - no prólogo do Evangelho de São João, que veio para os seus, e os seus o rejeitaram (Jo 1,11). Então, José é aquele filho predileto que foi enviado em direção aos irmãos, ele vai ser sempre rechaçado semelhante ao que aconteceu com Jesus a quem os irmãos o desprezaram e terminando-o matando fora das muralhas da cidade.
- José teve sonhos (Gn 37,5-11), que prefiguram a Jesus, ou seja, todas as vezes que Jesus se apresenta como Deus, os judeus, as autoridades, os irmãos se revoltam, não querem se dobrar, e é a mesma coisa que os irmãos de José estão fazendo no sonho, eles não querem que eles sejam os feixes que se dobram, que adoram, eles não querem se prostrar diante de José, que na verdade, já está apontando a revolta humana de se prostrar diante de Jesus, isto é, "o orgulho do coração humano de não querer adorar a Deus".
- José partiu a procura de seus irmãos (Gn 37,17). Talvez é uma das definições mais bonitas que podemos dar da encarnação do Verbo, quem é Jesus? Aquele que procura os irmãos que tinham se perdido.
- Tramaram a morte de José (Gn 37,18). Quando Jesus ressuscita Lázaro, eles tramam a morte de Jesus.
- Assim, quando José chegou junto deles, despojaram-no de sua túnica, a túnica adornada que ele vestia (Gn 37,23). Jesus na cruz está despojado de sua túnica. Toda dignidade humana que nós vamos ver, é retirado dele, os irmãos de José retiram e jogam-no numa cisterna sem a túnica que conferia a ele aquela dignidade. Depois sentaram-se para comer (Gn 37,25), nem se importaram, como os soldados que jogaram a sorte para ver com quem fica a túnica dele quando Jesus foi morto.
- Venderam José aos ismaelitas por vinte ciclos de prata e estes o conduziram ao Egito (Gn 37,29). Jesus também foi vendido, só que por trinta moedas de prata.
- Como Jacó enganou seu pai fingindo ser Essaú (Gn 27,18-27), agora os filhos de Jacó enganam-no do mesmo jeito, por meio da túnica de José dizendo que tinha morrido (Gn 37,31-33).
- Primeira ideia da mansão dos mortos, (xeol = habitação dos mortos), (Gn 37,35).
- Ora, Deus assistiu a José, que em tudo teve êxito, “a benção de Deus”, (Gn 39,1-6). José é um homem abençoado por excelência, foi vendido por seus irmãos e agora deu a volta por cima, e tudo o que é colocada em suas mãos agora é abençoado, mas só que de novo as contrariedades aparecem na vida dele: aconteceu que, depois desses fatos, a mulher de seu senhor lançou os olhos sobre José e disse: Dorme comigo! (Gn 39,7-10). A tentação que leva ao pecado (Gn 39,9), e o demônio, o pai da mentira (Gn 39,14), mas o que nós vemos nessa bela história é que José a exemplo de Jesus vence as tentações - o demônio aparece a Jesus e faz três tentações, e Jesus disse: não, só adorarás ao Senhor teu Deus e só a Ele deve prestar culto. Então podemos ver José, mais uma prefiguração de Jesus, que é aquele que para salvar seus irmãos, cumpriu em tudo os mandamentos, ele não caiu em nenhuma tentação, mas ele quer ser fiel ao que Deus lhe pediu.
- O senhor de José mandou apanhá-lo e pô-lo na prisão (Gn 39,19-23). José experimenta a maldade humana, a injustiça humana, e é o que Jesus sofreu em sua missão ao ser fiel a Deus. Quiseram mata-lo, apedreja-lo. Então, José vai experimentar essa realidade de descer as profundezas. A prisão aqui é igual a cisterna, ele vai de novo para baixo. Mas, Deus assistiu José, estendeu sobre ele sua bondade, e lhe fez encontrar graça aos olhos do carcereiro-chefe (Gn 39,22), a perseguição de um lado, e a benção de Deus do outro lado. E José vai ser bem quisto pelo carcereiro que vai perceber em José também uma presença de Deus especial (Gn 39,22-23). Aonde José chega, há benção de Deus, por quê? Porque ele é um adorador de Deus, igual ao seu bisavó Abraão, igual seu avó Isaac, igual ao seu pai Jacó, ele adora a Deus e cumpre os seus mandamento, e a benção de Deus recai sobre ele, e todos os que estão no governo de José vivem uma vida em paz. É assim que nós devemos fazer em nossas casas: "em tudo aquilo que nos é confiado, primeiro devemos adorar a Deus, e depois obedecer aos seus mandamentos".
- A capacidade de José para interpretar sonhos, é Deus quem dá a interpretação (Gn 40,9-13.16-19).
- A interpretação dos sonhos do Faraó feitas por José são: tão precisas, tão seguras, tão detalhadas, tão bem interpretadas, de quem sabe ler os acontecimentos, os caminhos da história, que quando Deus dá um sonho, é porque Ele quer interver no caminho da história, e se Deus deu um sonho ao Faraó, é porque Deus quer interver na vida do Egito. Nós estamos diante do maior administrador dos tempos antigos: previsão de sonhos, a leitura dos acontecimentos, diagnostico e plano de ação perfeito (Gn 41,25-36).
- José nunca será a pessoa mais importante, ele será sempre a pessoa que mandava mais, ele é administrador de um dono que é maior do que ele, ele administra coisas que é maior do que ele, porque ele continua sendo um estrangeiro no Egito, mas ele vai ser o administrador de todos os bens, aquele que governa tudo, só não vai mandar no Faraó e no seu trono (Gn 41,37-42).
- Quando começou a história, José tinha 17 anos, treze anos se passaram na história de José de altos e baixos, e agora ele está no ponto mais alto da sua história; ele está ao lado do Faraó sendo a primeira pessoa de todo o Egito (Gn 41,46).
- Os filhos de José: Manassés e Efraim (Gn 41,50-52).
- Se José do Egito tomou conta da casa do Faraó, José, o esposo da Virgem Maria, o pai adotivo de Jesus tomou conta dos maiores bens que Deus tinha na terra: o seu Filho amado, primogénito e unigênito e a sua filha predileta, a Virgem Maria. Então, em José do Egito vemos a prefiguração do maior de todos os patriarcas; São José (o que é um patriarca: é aquele que conduz o povo de Deus na vontade de Deus, e nenhum patriarca vai ser maior que São José, porque Deus dá a cada um conforme aquilo que lhe é confiado, Jesus foi confiado a José, a Virgem Maria foi confiado a José), (Gn 41,55-57).
- O sonho de José se cumprindo (Gn 42,6); eis que o meu feixe se levantou e ficou de pé, e vossos feixes o rodearam e se prostraram diante de meu feixe (Gn 37,5).
- Benjamim que não estava na tramoia da venda de José, e que depois, José vai descobrir que é o único irmão 100% de pai e de mãe (Gn 42,13).
- O grande encontro de José com seu irmão Benjamim que ele não o conhecia, porque quando José tinha 17 anos, foi vendido como escravo, e Benjamim ainda não tinha nascido (Gn 43,29-30).
- Judá percebe que a justiça divina os alcançou, os erros precisam ser reparados, eles sabem que não roubaram a José, mas eles sabem que tem um erro no passado muito grave (Gn 44,3-16).
- Assim como os irmãos de José não acreditaram quando José se deu a conhecer, também os discípulos de Jesus não acreditaram em Jesus ressuscitado. José prefigura Jesus, que foi traído pelos irmãos, e salva aqueles que o traiu (Gn 45,3).
- Deus chamou Abraão, que gerou Isaac, que gerou Jacó, e Jacó vai ter doze filhos, e essa história vai culminar com quem? "Jesus". José está salvando a ascendência de Jesus, ele está sendo um salvador, prefigurando Nosso Senhor Jesus Cristo (Gn 45,3-7).
- Deus sabe tirar o bem de todo o mal (Gn 45,8).
- Intercessão do Anjo (Gn 48,15-16).
- A benção de Jacó, não qual vai abençoar todas as tribos (Gn 49,1-28).
- Judá é um leãozinho (Gn 49,9), que lembra quem? João estava chorando, e o que é que um dos anciãos vão dizer: não chores, “o Leão da tribo de Judá venceu” (Ap 5,5), a promessa que de Judá vai nascer um Leão que vencerá todos os inimigos, então é da descendência de Judá que nascerá Jesus Cristo.
- O cetro não se afastará de Judá (Gn 49,10). O cetro é sinal do rei, o reinado não se afastará de Judá, porque Davi será da descendência de Judá, Salomão será da descendência de Judá, e eles serão uma prefiguração, principalmente Davi, que prefigura o rei ideal Jesus Cristo, por isso quando Jesus entra em Jerusalém, como é que o povo o saúda: “Hosana ao Filho de Davi”, quer dizer, ao descendente de Judá, aquele a quem Jacó o abençoou com uma benção que iria nascer dela a realeza.
- Quem é que entra no Reino dos Céus? Aqueles que lavaram suas vestes com o sangue do Cordeiro (Ap 7,14). Toda a prefiguração de Judá, apontando para quem vai nascer Jesus, da descendência de Judá. Jacó, o ultimo patriarca abençoa Judá, e de Judá vai nascer Davi, e de descendência em descendência vai chegar a Jesus, aquele que reinará para sempre (Gn 49,11).
- A morte de Jacó (Gn 49,29-33). Toda família de Jacó morando no Egito faz uma procissão funerária até Canaã para enterrar o pai, e voltam de novo para morar no Egito (Gn 50,12-13).
- Os irmãos de José ainda tinham medo e a desconfiança em Deus (Gn 50,15), esse é um dos grandes males que o pecado original causou na humanidade. A vida de José nos aponta para que nós vençamos o pior pecado que existe dentro do nosso coração: “é uma desconfiança de Deus, da bondade infinita e da misericórdia sem fim” (Gn 50,21).
- Como Deus realiza a sua vontade, por meio da fraqueza dos homens, erros, contratempos, tantas coisas (Gn 50,20), mas Deus vai construindo, porque “tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus" (Rm 8,28). Ver a vida de José, é ver que tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus, e, também, ver a vida de José, é compreender todas as prefigurações de quem que nos aponta para o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
- Moises levou consigo os ossos de José (Ex 13,19), e quatrocentos anos depois, José com seus ossos, enfim vão repousar na terra prometida, a terra que Deus tinha prometido, e fechou o ciclo da sua história (Gn 50,24-26).






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