Josué e a conquista da terra prometida
- michelfiorio
- 11 de jul. de 2023
- 7 min de leitura
Atualizado: 7 de ago. de 2023

Josué é o grande líder para conquistar a terra prometida, onde nós estamos lendo o Antigo Testamento na perspectiva Cristológica para conhecer a Cristo.
Quem é Josué? (Js 1,1). Foi aquele auxiliar que acompanhava Moisés na oração e que depois se tornou comandante das tropas, depois se tornou braço direito de Moisés.
Promessa que Deus dá a Josué (Js 1,2-3.5). Josué é um novo Moisés, e por isso ele também será um prefigurador de Jesus Cristo. Josué é aquele que nenhum inimigo vai resistir, prefigurando Jesus Cristo naquele que batalha contra os inimigos.
Josué não vai falhar nenhuma vez, ele vai ser firme, ter coragem, vai ter confiança e não vai se afastar do Livro da lei - Pentateuco, nem para a direita e nem para a esquerda (Js 1,6-7).
Deus diz a Josué: medita na Lei - que é basicamente o livro do Deuteronômio (Js 1,8). Quem é o homem temente a Deus? Aquele que medita na Lei de Deus dia e noite.
Raab - uma pagã que não pertence ao povo prometido, fez uma profissão de fé (Js 2,11). Pelo que Deus fez ela sabe quem é Deus (Dt 4,39). Raab foi salva pela fé (Hb 11,31), justificada pelas suas obras (Tg 2,25). Essa estrangeira, que crê em Deus, se converte, e procura pela sua fé e caridade a salvação de toda a sua casa. Essa mulher porque tem a fé, ela adere, recebe a salvação e pelo sangue dela (descendência) vai gerar Jesus (Mt 1,5). Ela é a prefiguração da Igreja; tem fé, tem as obras e gera Jesus. Vai ser inserido na história do povo eleito pessoas que são pagãos, mas que professam a fé já prefigurando a Igreja, que vai ser composta de judeus que creem em Jesus Cristo e pagãos que creem em Jesus Cristo.
A casa de Raab é a casa da salvação, quem está dentro da casa dela experimenta a salvação (Js 2,19).
A casa de Raab é preservada (Js 6,25). Jesus salvou a Igreja com seu sangue, e é isto que está acontecendo com Josué e Raab. Que tenhamos Jesus como salvador e a Igreja como a nossa casa - a casa aonde o sangue do Cordeiro está sobre nós, a casa aonde Jesus é a promessa que ele fez: quem estiver dentro da casa será protegido e será salvo. Essa é a Igreja de Nosso Senhor Jesus cristo; a Igreja Uma, Santa, Católica e Apostólica.
A passagem do Jordão (Js 3,1-6). Qual é o papel do povo? Caminhar atrás da Arca da Aliança. É Deus que caminha no meio do seu povo. Lembremos quando Jesus estava em Jerusalém e disse que vai ser morto, e Pedro puxa Jesus de lado e tenta corrigi-lo, mas Jesus responde para Pedro: “volta para trás, Pedro, tu não podes andar a minha frente, eu vou à frente e você vai atrás”, é o mesmo que Deus diz agora por meio de Josué: “a Arca anda na frente, vocês andam sempre atrás”, nisso a Arca da Aliança está prefigurando Jesus Cristo que caminha a nossa frente e nós o seguimos.
Deus faz uma promessa a Josué: Eu vou te engrandecer diante do povo, eu vou fazer com que as pessoas vejam que eu opero por ti como eu operei por meio de Moisés, para que o povo crie coragem, confiança, para terem a certeza que eles vão expulsar todos os povos (Js 3,7-10).
Quando a Arca da Aliança tocar no rio Jordão, o mar vai se abrir do mesmo jeito que o mar vermelho se abriu (Js 3,13). Aquilo que Deus fez por meio de Moisés, Deus agora está fazendo por meio de Josué para que o povo veja que Deus escolheu primeiro a Moisés e agora escolheu Josué e está confirmando a autoridade de Josué.
Jesus vai ser batizado no mesmo lugar onde Josué atravessou para entrar na Terra Santa (Js 3,14-17). No Evangelho de São João vai dizer que Jesus atravessou o Jordão para ser batizado, e a partir disso, nós vamos ver que a passagem do mar vermelho e a travessia do rio Jordão, ligadas a água e a salvação, prefiguram o batismo - a saída da escravidão do Egito ao mergulho na morte de Cristo que nos liberta da escravidão do pecado.
Estas pedras serão para sempre um memorial para os israelitas (Js 4,6-7). Esse vai ser o primeiro santuário que Israel vai ter na Terra Santa (Js 4,19-20). As 12 pedras representam as 12 tribos de Israel que chegara aquele lugar para adorar a Deus.
O pecado nasce de um coração ingrato porque deixou de fazer memória de Deus (Js 4,21-24). É isso que Josué está ensinando ao povo: conta para as próximas gerações que Deus abriu o rio Jordão como um dia também abriu o mar vermelho para cumprir a promessa que fez a Abraão.
Aquilo que Moisés tinha pedido ao Faraó: deixa meu povo livre para que ele possa adorar a Deus (Js 5,10). Eles vão adorar fazendo a celebração da Páscoa; aquilo que prefigura a Paixão, morte e ressurreição de Cristo, que prefigura a Santa Missa (A Eucaristia).
E assim se encerou o ciclo do deserto daquele tempo de peregrinação, e agora se estabeleceram na terra, puderam plantar na terra, colher e comer dos próprios frutos, e o maná não vai mais cair (Js 5,11-12). Deus vai nos amparando até o momento que podemos caminhar sozinhos.
O próprio Deus falando por meio de um anjo (Js 5,14-15). Aqui nós vemos essa teofania que lembra a “sarça ardente”.
A conquista de Jericó: Deus manda um anjo ao encontro de Josué para lhe dizer que o lugar onde tu pisas é santo (Canaã - a terra prometida a Abraão, Isac, Jaco, Moises), (Js 5,13-15).
Tomada de Jericó: A luta contra Jericó é uma batalha religiosa, é um ritual, uma liturgia, para que a vitória de Deus se manifeste na vida deste povo para poderem vencer todas as ciladas do inimigo (Js 6,1-5). Deus diz a Josué: entrego Jericó em suas mãos ao som de trombetas, clamores. Circulavam a cidade de Jericó durante sete dias e todo o povo ao ouvir a trombeta lançará um "grande grito de guerra" - e o que seria esse grito de guerra senão o nosso clamor, a nossa oração, em meio as batalhas e as muralhas em nossa vida que queremos derrubar e vencer.
Cerco de Jerico: No sétimo dia os sacerdotes soaram as trombetas e Josué disse ao povo: "Lançai o grito de guerra, pois Iahweh vos entregou a cidade!" (Js 6,11-16).
Jericó entregue ao anátema (Js 6,17). É um ato religioso, regra da guerra santa, que cumpre uma ordem divina (Dt 7,1-2;20,13s;1Sm 15,3), comporta a renúncia a toda presa de guerra e sua atribuição a Deus: os homens, e os animais são mortos, os objetos preciosos são dados ao santuário (Lv 27,28-29). Aonde Josué vence Jericó, Jesus vai vencer o demônio (tentação no deserto após o batismo de Jesus) exatamente no mesmo local da batalha de Jericó. Devemos ler esse anátema, essa batalha de Jericó, na perspectiva que é Cristo que vence os inimigos.
Josué entra na Terra Santa, atravessa o rio Jordão, o mar se abre e eles veem com os próprios olhos Deus vencendo, mas caem na fraqueza humana (Js 7,1). Acã desobedece um ritual de adoração (adorar é dar a Deus o devido), não foi uma desobediência ao mandamento “não roubar”, mas uma profanação ao que é de Deus.
O peso da desobediência a Deus (Js 7,2-5). Deus começa a educar aquele povo no que você faz um mal e os efeitos não são bons.
Processo de reparação do pecado (Js 7,12). A violação do anátema é sacrilégio e toda a comunidade contaminada, torna-se anátema, pela presença dos objetos roubados.
O que Deus quer de nós é a coragem de acreditar na sua palavra, a coragem de lutar como Josué está lutando (Js 10,8-9). Josué sabe que a vitória pertence a Deus e quem está dando a vitória ao povo é Deus (Js 10,11).
O milagre do sol, que o dia permaneça e a noite não apareça (Js 10,12-15). A batalha já estava vencida, Josué precisa do sol para cumprir perfeitamente a vontade de Deus, para que ele não deixe escapar nenhum inimigo. Quando o sol para em Gabaon, nós vemos Jesus, aquele que tem o poder sobre a natureza, quando Jesus está atravessando o mar da galileia, os discípulos no barco, estão apavorados e acordam Jesus, que repreende o vento e o mar que obedecem, e os discípulos aterrorizados perguntam: quem é esse que até as forças da natureza obedecem.
A despedida de Josué (Js 23,6-11). Continuem confiando em Deus, guardem e obedeçam à Lei de Moisés (Pentateuco), não devem fazer juramento, não devem servir, prostrar e adorar outros deuses, e é isso que vamos ver no Livro do Apocalipse: aqueles que adoram a besta e aqueles que adoram o Cordeiro, e os que vão seguir o Cordeiro Imolado vão experimentar a salvação. É aí que está o centro da nossa vida: “Quem nós adoramos”? Jesus vai dizer: não podeis servir a Deus e ao dinheiro.
Retire todos os deuses da sua vida (Js 24,14). Devemos retirar tudo aquilo que colocamos como deuses em nossa vida e colocar Deus em primeiro lugar no centro de nosso viver.
Diálogo entre Josué e o povo de Israel (Js 24,15-24). Um diálogo de uma escolha a Deus, de servi-lo, de adorá-lo. Devemos tirar todas as idolatrias para servir ao único Deus verdadeiro, portanto, escolheis hoje a quem quereis servir? “Quanto a mim e à minha casa, serviremos ao Senhor” (Js 24,15).
Josué, "servo de Iahweh" - mesmo título dado a Moisés Ex 14,31 (Js 24,29-31). Mais um grande homem como Abraão, como Isaac, como Jacó, como José, como Moisés, mais um homem cumpriu a sua missão, onde podemos lembrar São Paulo que combateu o bom combate, guardou a fé, resta agora receber do justo juiz a cora da vitória (2Tm 4,7-8).






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