top of page

Intercessão e o louvor aos Santos.

  • Foto do escritor: michelfiorio
    michelfiorio
  • 24 de dez. de 2022
  • 9 min de leitura

Atualizado: 27 de out. de 2023




Fundamentação Bíblica para a intercessão e o louvor aos Santos.



- (Sl 147,12): Louvar significa no sentido bem simples, elogiar, destacar a grandeza de um ser. É dizer que aquela coisa, aquela realidade, aquela pessoa é digna de merecimento. O louvor que tributamos a Deus é louvor de adoração, porque Deus é digno de adoração.


- (Gn 49,8): Judá, teus irmãos o louvarão. Nenhum problema, pois não se trata do louvor específico a Deus.


- (Mt 11,25): Louvamos a Deus nele e por causa Dele e louvamos a Deus nas criaturas.


- (Lc 16,8): O elogio de Deus são daquilo que é dele. Se alguém se gloria, gloria-se no Senhor.


- (Rm 13,3): Elogiamos os Santos porque Deus os elogia.


- (2Pd 1,4): Os santos estão plenamente em Deus


- (Ex 32,7-14;Sl 105,23;Ap 5,8;CIC 956,2683): Intercessão dos santos.


- (Ap 6,10): Prova que lá nos céu eles sabem que está acontecendo aqui na terra.


- (Gn 4,10;Rm 8,38-39;Fl 2,21-23;Lc 23,43.16,19;Jo 6,48-51): Os santos não estão mortos


- (Hb 12,1a): Comunhão dos santos no céu


- (Hb 12,22-24): Comunhão dos santos com a Igreja Celeste


- (1Cor 4,5): O próprio Deus louvará a criatura que for considerada merecedora de entrar na glória. Cada um receberá de Deus o louvor que merece. 500 anos depois de Lutero, nós nos orgulhamos de ser uma Igreja evangélica, nós católicos somos evangélicos na raiz, porque a fundamentação da nossa Doutrina é evangélica, porque a nossa prática também com relação aos Santos é evangélica. Cada um receberá de Deus o louvor que merece. Por isso é certíssimo a pessoa que dirige ao seu Terço e diz: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo, tu és bendita entre todas as mulheres, é bendito o fruto do teu ventre. Eu te louvo oh Maria pelas grandes coisas que Deus operou na tua vida.


- São muitos os louvores divinos as criaturas (Mt 25,23.35-36).

- Igreja, corpo místico de cristo (1Cor 12,12-26).


- E ao dizer "Rogai por Nós", também estamos com fundamento na Palavra de Deus (1Ts 5,25).


- (1Tm 2,5): A Igreja católica nunca ensinou nada diferente disso: Jesus é o único mediador, agora quando São Paulo diz em (Cl 1,24), será que São Paulo está se colocando como outro mediador? Claro que não! A dificuldade reside em compreender outra verdade Bíblica: "a Igreja é o Corpo de Cristo", formando com a cabeça desse corpo, o "Cristo Total". Lembra-se quando Saulo estava perseguindo a Igreja e Cristo disse: Saulo, Saulo, porque me persegue. Quando agente entende isso, agente se dá conta que quando pedimos a INTERCESSÃO DOS SANTOS, não estamos recorrendo a outros mediadores, antes estamos recorrendo ao Cristo que vive em seus membros; a Igreja Triunfante e Gloriosa. Aliás, não é exatamente isso em (2Cor 5,18), portanto, não se trata de outros mediadores, se trata da Igreja, Corpo de Cristo, cumprindo a missão divinamente estabelecida de participar do mistério de Cristo.

Muitos cristãos pensam que os Santos e todos os que morrem já não podem rezar. É um engano incrível pensar que Deus não permita que o amor dos santos siga vivendo ao rezar por seus seres amados, pois se esquece que nosso Pai é Deus de vivos, e não de mortos. "Os quatro viventes e os vinte e quatro anciões se prostraram diante do Cordeiro. Tinha cada um uma cítara e taças de ouro cheias de perfumes, a qual são as orações dos santos" (Ap 5,8).

A mediação dos Santos é real e verdadeiramente forte, já que eles vivem a "Glória de estar com Cristo nos Céus", e seguindo de novo o apóstolo Paulo quando diz: "Exorto, pois, acima de tudo que se façam pedidos, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens" (1Tm 2,1), os cristãos têm a necessidade de orar para viver o amor reconciliador que nos ensinou Jesus ao nos abrir as portas da Casa do Pai.


Intercessão


* Abraão (Gn 18,22-32;20,7).

* Moises (Ex 32,11+).

* Samuel (1Sm 7,5;12,19).

* Amós (Am 7,2-6).

* Jeremias (Jr 11,14;37,3;Ez 14,14-20; 2Mc 14,15).

* Ananias, Misael e Azarias (Dn 2,17-23).

* Daniel (Dn 10,12).

* São Miguel (Dn 10,21.12,1).



- CIC 2683: As "testemunhas que nos precederam no Reino" (cf Hb 12,1), especialmente as que a Igreja reconhece como "santos", participam da tradição viva da oração pelo exemplo modelar de sua vida, pela transmissão de seus escritos e por sua oração hoje. Contemplam a Deus, louvam-no e não deixam de velar por aqueles que deixaram na terra. Entrando "na alegria" do Mestre, eles foram "postos sobre o muito" (cf Mt 25,21). Sua intercessão é o mais alto serviço que prestam ao plano de Deus. Podemos e devemos pedir-lhes que intercedam por nós e pelo mundo inteiro.


- CIC 2642: A revelação "do que deve acontecer em breve", que é o Apocalipse, apoia-se nos cânticos da liturgia celeste (Cf. Ap 4, 8-11; 5, 9-14; 7, 10-12), mas também na intercessão das "testemunhas" (isto é, dos mártires) (Cf. Ap 6, 10). Os profetas e os santos, todos os que na terra foram mortos por causa do testemunho dado por Jesus (Cf. Ap 18, 24), a multidão imensa daqueles que, vindos da grande tribulação, nos precederam no Reino, cantam o louvor da glória d'Aquele que está sentado no trono e do Cordeiro (Cf. Ap 19, 1-8). Em comunhão com eles, a Igreja da terra canta também os mesmos cânticos, na fé e na provação. A fé, na súplica e na intercessão, espera contra toda a esperança e dá graças ao Pai das luzes de Quem procede todo o dom perfeito (Cf. Tg 1, 17). Assim, a fé é um puro louvor.


O que diziam os Santos Padres: Os Santos Intercedem.


- Santo Inácio de Antioquia (30 - 107 D.C.): Meu esprito se sacrifica por vós, não somente agora, mas também quando eu chegar a Deus (Aos Tralianos 13,3).


- São Clemente de Alexandria (150 - 215 D.C.): Deste modo está ele[o verdadeiro cristão] sempre puro para oração. Ele também reza na sociedade dos anjos, como sendo já da classe dos anjos, e ele nunca está fora da sagrada proteção deles; e pensou que rezava sozinho, ele tem o coro dos santos permanecendo com ele em oração (Miscelânia 7,12).


- Orígenes de Alexandria (185 - 253 D.C.): Agora, súplicas, ações de graça e apelos podem ser oferecidas para as pessoas sem impropriedade. Dois deles, ou seja, implorando e dando graças, pode ser oferecido não só para os santos, mas para pessoas sozinhas, em geral, ao passo que súplica deve ser oferecida aos santos somente, deve haver encontrado um Paulo ou um Pedro, que podem beneficiar-nos e fazer-nos dignos para atingir autoridade para o perdão dos pecados (sobre a oração 14,6).


- Oração Egípcia (séculos III - IV): À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus; não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades; mas livrai-nos sempre de todos os perigos; ó Virgem gloriosa e bendita ( Sub Tuum Praesidium).


- São Cipriano de Cartago (? - 258 D.C.): Lembremo-nos mutualmente em concórdia e unanimidade. Que em ambos os lados [da morte] sempre oremos uns pelos outros. Vamos aliviar o fardo e as aflições por amor recíproco, que se um de nós, com a rapidez da condescendência divina, for primeiro, o nosso amor possa continuar na presença do Senhor, e as nossas orações por nossos irmãos e irmãs não cessam com a presença da misericórdia do Pai (Carta 56 - [60] 5).


- Metódio de Olimpo (? - 311 D.C.): Por isso, oramos a ti, ó mais excelente entre as mulheres, que se gloria na confiança das suas honras maternais, que tu incessantemente nos mantém na lembrança. Ó Santa Mãe de Deus, lembre-se de nós, eu digo, que faça a nossa glória em você, e que em agosto, hinos celebraremos a memória, que sempre vai viver, e nunca desaparecer (oração sobre Simeão e Ana 14).


- Santo Efrém da Síria (306 - 373 D.C.): Vocês, mártires vitoriosos que sofreram tormentos de bom grado por amor a Deus e Salvador, vocês que tem coragem de falar para o próprio Senhor, vocês santos, intercedam por nós, que somos homens tímidos e pecadores, cheios de preguiça, que a graça de Cristo possa vir sobre nós, e ilumine o coração de todos nós para podermos amá-lo (comentário sobre Marcos).


- CIC 956: Pelo fato que os do céu estão mais intimamente unidos com Cristo, consolidam mais firmemente a toda a Igreja na santidade... Não deixam de interceder por nós ao Pai. Apresentam por meio do único Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, os méritos que adquiriram na terra... Sua solicitude fraterna ajuda, pois, muito a nossa debilidade.


- São Domingos: Não choreis! Ser-vos-ei mais útil após a minha morte e ajudar-vos-ei mais eficazmente do que durante a minha vida.


- Santa Terezinha do menino Jesus: Passarei meu céu fazendo o bem na terra.


A veneração dos santos na Igreja Antiga


Quatro são os aspectos essenciais da veneração que a Igreja Católica presta aos seus santos:


1- A celebração da sua memória.

2- O culto de suas relíquias.

3- A invocação de seu exemplo.

4- O pedido de sua intercessão junto de Deus.


O primeiro sinal de devoção aos santos foi o culto dos mártires, e sua mnifestação mais antiga foi a celebração dos aniversários de seus martírios na data de sua entrada na vida eterna, quando era celebrada uma Santa Missa em sua honra. Nestas celebrações está a origem das datas comemorativas dos santos no calendário litúrgico da Igreja.

A essas festas estava associado desde o princípio o culto de suas relíquias, como atestam as Atas do Martírio de São Policarpo, redigidas no final do século II: "Pegamos depois os ossos de Policarpo, mais preciosos que a mais cara das jóias e que o mais puro ouro, e os depositamos com dignidade em um local onde, conceda-nos Deus, nos reunirmos alegremente para celebrar a festa de nosso mártir".

Essas mesmas Atas eram redigidas para que o sacrificio e a vida dos santos mártires servissem de exemplo para que os fiéis se mantivessem firmes ante as dificuldades da vida.

É somente considerando a imensa devoção que os primeiros cristão tinham aos seus santos que se pode compreender o fato de eles oferecerem verdadeiras fortunas aos escrivães romanos para que lhes fornecessem os documentos judiciais que registravam os julgamentos e martírios.

E a intercessão? Os primeiros cristãos pediam intercessão dos santos? Podemos oferecer três provas que sim.

Em primeiro lugar, essa inscrição do século II ou III, em uma das catacumbas romanas, em que se pode ler: "PEDRO E PAULO, ORAI POR VITOR".

Em segundo lugar, registra a Ata do Martírio de São Frutuoso, bispo de Terragona, na Espanha, morto durante a perseguição de Dioclesiano, que quando o santo bispo era levado à morte, um dos seus fiéis jogou-se aos seus pés e suplicou que se recordasse dele quando estivesse no céu. Ao que Frutuoso respondeu: "Eu me recordaerei de toda a Igreja Católica, espalhada do Oriente ao Ocidente".

Em terceiro lugar, a seguinte oração encontrada no Egito e que data do século III. É a mais antiga oração a Nossa Senhora que se tem notícia: "A VOSSA PROTEÇÃO RECORREMOS, SANTA MÃE DE DEUS, NÃO DESPREZEIS AS NOSSAS SÚPLICAS EM NOSSAS NECESSIDADES; MAS LIVRAI-NOS SEMPRE DE TODOS OS PERIGOS, Ó VIRGEM GLORIOSA E BENDITA. AMÉM".




Por que orar à Virgem Maria quando sabemos que "Jesus é o único mediador"?


O grande problema é que muitos de nós não sabemos responder com propriedade esta questão, o que às vezes significa dar ainda mais munição ao inimigo.

O que significa ser mediador? O termo mediador era usado na Grécia antiga para designar um intermediário entre as duas partes de um negócio. No Judaísmo ele passou a ser utilizado para se referir a alguém que desempenhava um papel semelhante, mas agora atuando na reconciliação entre Deus e o homem - Moisés é chamado de Mediador, por São Paulo (cf. Gl 3,19).

Que Cristo seja o único mediador, todos nós o cremos. E isso pode ser compreendido em diversos sentidos:


- Primeiro, em virtude da sua encarnação, só Ele é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, possuindo as duas naturezas - humana e divina - na sua única Pessoa;


- Segundo, porque Ele é o Deus encarnado, tornando-se o mediador da Nova Aliança (cf. Hb 8,6;9,15;12-24).


Compreender Cristo como único mediador não significa que Ele é a única pessoa que exerce um papel entre Deus e os homens.

São Paulo, com seu apostolado, exercia este papel (cf. 1Tm 2,7), os demais apóstolos e ministros da Igreja também o exercem (cf. 2Cor 5,20;1Ts 5,12;Hb 13,17), assim como todos os cristãos (cf. 2Cor 3,2-3;1Pd 3,15).

Embora saibamos que Jesus intercede por nós ao Pai (cf. Rm 8,34;Hb 7,25;1Jo 2,1), Ele não é o único intercessor. O Espírito Santo também o é (cf. Rm 8,26-27). E todos os cristãos são convocados a serem intercessores enquanto somos chamados a orar uns pelos outros (cf. Tg 5,26;1Ts 5,25;1Tm 2,1) e até mesmo pelos nossos inimigos (cf. Mt 5,44).

São Paulo pede que os cristãos orem por ele e pelos outros (cf. Rm 15,30; 2Cor 1,11;2Ts 3,1-2). E na mesma passagem em que diz ser Jesus o único mediador, ele exorta os seus leitores "que se façam preces, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens" (1 Tm 2,1).

Contradição? Se entendermos Jesus como o único mediador e o único intercessor em sentido absoluto, ou seja, que só podemos recorrer a Ele e a mais ninguém, estas passagens citadas anteriormente entrariam em contradição frontal com o seu ensino; nem faria o menor sentido que pedíssemos aos nossos irmãos aqui neste mundo que orem por nós.

Mas, porque compreendemos que os cristãos são membros do Corpo de Cristo, unidos a Ele, exercem também (com Cristo e em Cristo) o papel de intercessores. Se isso é válido tanto para os nossos irmãos aqui na Terra, os quais sempre recorremos às suas orações, tanto mais será à Virgem Maria e aos Santos do Céu.



 
 
 

Comentários


© 2022 por evangelizar é preciso. Orgulhosamente criado com a graça de Deus!!!

bottom of page