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Eucaristia

  • Foto do escritor: michelfiorio
    michelfiorio
  • 26 de nov. de 2022
  • 12 min de leitura

Atualizado: 28 de jul. de 2025




Em sua tripla dimensão de “presença, sacrifício e alimento”, a Eucaristia é absolutamente central na vida da igreja; sempre foi e sempre o será.


A Igreja vive da Eucaristia (Encíclica Eclésia de Eucharistia, João Paulo ll), da Eucaristia que foi instituída pelo próprio Jesus na última ceia (Mt 26,26-28;Lc 22,19-20; 1Cor 11,23-25).


Cristo Jesus, aquele que morreu, ou melhor, que ressuscitou, aquele que está à direita de Deus e que intercede por nós (Rm 8,34), está presente em múltiplas maneiras em sua Igreja, em sua Palavra, na oração de sua Igreja, "lá onde dois ou três estão reunidos em meu nome" (Mt 18,20), nos pobres, nos doentes, nos presos, em seus sacramentos, dos quais ele é o autor, no sacrifício da missa e na pessoa do ministro. Mas "sobretudo (está presente) sob as espécies eucarísticas" (CIC 1373).


- Em Cristo, Eucaristia é a comunhão e união com Cristo e permanência (Jo 6,56;1Cor 10,16;Ap 3,20).


- Eucaristia é o Pão da Vida, vida eterna e garantia de Ressurreição (Jo 6,27.32-33.35.51.53-55).


- Eucaristia é compromisso em viver com Cristo (Jo 6,57).


- Eucaristia é princípio de unidade, comunhão (1Cor 10,17).


- O Cristão e a Eucaristia (Lc 14,15;24,35;At 2,42.46;20,7;Ap 19,9).


- Eucaristia, ceia do Senhor (Mt 14,19;15,36;Mc 8,6.19).


- A Eucaristia é expressão visível da Igreja (1Cor 11,17-34).


- Eucaristia, Santo Sacrifício (Sl 116,13.17;Hb 13,15).


- Eucaristia, sacrifício espiritual (1Pd 2,5).


- Eucaristia, sacrifício puro (Ml 1,11).


Prefiguração da Eucaristia no Antigo Testamento


Se Cristo não veio abolir nem a Lei, nem os profetas (Mt 5,17-19), é evidente que todos os símbolos e figuras do Antigo Testamento que nos falam de um sacrifício expiatório perfeito, que não somente aplaca a ira divina como serve de alimento e conforto para o povo escolhido, havia de encontrar no Novo Testamento a sua realização plena: a Santa Eucaristia.


Gn 4,1-8: A Eucaristia estava presento no sacrifício do justo Abel, ou seja, Abel ofereceu a Deus o sacrifício do seu rebanho e, ao oferecer aquele sacrifício, foi vítima injusta do seu irmão; ali estava o sacrifício de Cristo na Cruz.


Gn 22,3-8: A Eucaristia estava presente no sacrifício de Abraão em Isaac, quando Isaac subindo a montanha com seu pai carregava o lenho nas costa e Abraão, com a tocha da fé, pronto para tudo oferecer a Deus.


Gn 14,17-18: A Eucaristia estava prefigurada quando Melquisedec ofereceu a Abraão o pão e o vinho, um sacrifício inusitado, geralmente se ofereciam animais. O que levou esse sacerdote, Melquisedec, a oferecer pão e vinho a não ser a inspiração divina do Deus bendito que, um dia, ia querer a oblação e o oferecimento destes alimentos do pão e do vinho?


Ex 12,7-14: A Eucaristia estava presente quando Deus tirou Israel do Egito, no cordeiro imolado com cujo sangue foram tingidas as portas dos fiéis, estava lá o sangue do Cordeiro; Jesus sacrificado que nos tirou da escravidão do Faraó Satanás.


Ex 13,6-7: A Eucaristia estava presente naquele pão ázimo que Deus fez com que os israelitas amassassem, às presas, um pão que, por não ter fermento, podia ser levado na sacola, cozido as pressas e que não se perdia tão facilmente.


Ex 16,4-6: A Eucaristia estava presente quando o povo de Israel, no meio do deserto, pediu comida e Deus lhe deu o pão do Céu.


A Eucaristia estava presente em todas essas realidades antigas e proféticas. Jesus, no alto da montanha sagrada, vê toda essa realidade de longa e maravilhosa preparação de Deus: "Eu não vim abolir, eu vim dar pleno cumprimento" (Mt 5,17-18), Ele realmente veio cumprir as profecias, ou seja, veio cumprir os desejos do coração de Deus. É assim que, quando nós vemos Jesus que institui a Eucaristia no Cenáculo, naquela santíssima noite com os seus Apóstolos, Ele está realizando um desejo do Coração de Deus, um desejo do seu Coração humano, um desejo do seu Coração Eucarístico.

Os sacramentos presentes no Novo Testamento


São Pedro coloca em sua primeira carta: "Estejais prontos para dar a quem vos perguntar a razão da vossa esperança" (1Pd 3,15). Os evangélicos jogaram fora todo o sistema sacramental salvífico deixado por Nosso Senhor Jesus Cristo.


Quando você lê quando "... Jesus pede para comermos da sua carne e bebermos do seu sangue" (Jo 6,54) "Eucaristia", Ele com isso nos promete Ressurreição e Vida Eterna. A Igreja viveu desde os seus primórdios, viveu constantemente a liturgia Eucarística crendo verdadeiramente, numa época em que não havia nem ainda o cânon da Bíblia definido, a Igreja já vivia a liturgia da eucaristia.


Como a gente pode ler a Bíblia e não se dar conta que Jesus disse aos apóstolos: "... a quem perdoardes os pecados, serão perdoados, a quem não perdoardes não serão perdoados" (Jo 20,22) "Penitência".


Os sinais claros de Sacramentos na Bíblia, "... Ide pelo mundo inteiro, batizai" (Mt 28,19) "Batismo".


A carta de São Tiago que diz: "... alguém que esta doente dentre vós chamem um presbítero" (Tg 5,13-15) "Unção dos enfermos".


As cartas Pastorais de São Paulo, ele exorta Tito e Timóteo a permanecerem firmes na graça que eles receberam na "... imposição das mãos" (2Tm 3,10.4,22) "Ordenação Sacerdotal".


Como não enxergar o Sacramento em Efésios quando São Paulo fala da relação entre um homem e uma mulher, e diz: "… é grande esse sacramento" (Ef 5,32) "Matrimônio".


Quando lemos em Atos dos Apóstolos em que: "... Deus ungiu com o Espírito Santo" (At 8,14-17) "Crisma".


A Bíblia tem lá todos os 7 sacramentos, e você chega e diz: há, não vou receber os sacramentos das mãos dessas pessoas, não, não quero saber, eu quero direto de Deus. Quer dizer, você, na verdade, está inventando uma nova igreja. " Eu não posso achar que isso é de Deus ".



O que diziam os Santos Padres sobre a Eucaristia.


A Eucaristia no início da Igreja.


Desde os primeiros séculos do cristianismo, os Santos Padres da Igreja foram unânimes em professar a fé na Eucaristia. Nos seus escritos eles afirmam claramente que a Eucaristia é o verdadeiro Corpo e Sangue de Cristo. São Justino Mártir, Santo Irineu de lyon, São Clemente de Alexandria, São Cipriano de Cartago, Santo Atanásio de Alexandria, Santo Agostinho e muitos outros Santos Padres da igreja deixaram claro em seus escritos que a Eucaristia é um sacramento que nos faz participantes da vida divina e nos une mais intimamente a Cristo.


- Didaqué (60 - 90 D.C.): Ninguém coma nem beba da Eucaristia se não tiver sido batizado em nome do Senhor, porque sobre isso o Senhor disse: "Não deem as coisas santas aos cães" (9, 5).


- Santo Inácio de Antioquia (30 - 107 D.C.): "Preocupai-vos em participar de uma só Eucaristia. De fato, há uma só carne de Nosso Senhor Jesus Cristo e um só cálice na Unidade do seu Sangue, um único altar, assim como um só bispo com o presbitério e os diáconos, meus companheiros de serviço. Desse modo, o que fizerdes, fazei-o segundo Deus" (carta aos Filadélfos 4).


“Esforçai-vos, portanto, por vos reunir mais frequentemente, para celebrar a Eucaristia de Deus e o seu louvor. Pois quando realizais frequentes reuniões, são aniquiladas as forças de Satanás e se desfaz seu malefício por vossa união na fé. Nada há melhor do que a paz, pela qual cessa a guerra das potências celestes e terrestres. (Santo Inácio de Antioquia, †102, bispo e mártir)


- São Justino, Mártir (100 - 165 D.C.): É evidente que nesta profecia (Is 33,13-19) Isaias também fala sobre o Pão que nosso Cristo nos mandou celebrar como memória d’Ele se ter feito homem por amor dos que Nele creem pelos quais também se tornou possível, e do cálice que, como lembrança do seu Sangue, nos mandou igualmente consagrar com ação de graças. (Diálogo com Trifão 70,4).


- São Clemente de Alexandria (150 - 215 D.C.): Aqueles que repartem a Eucaristia, como é de costume, permitam que cada um do povo tome a parte que lhe corresponde (Estrômatos 1, 1).


- Atas dos Mártires da Abissínia (304 D.C.): Foi sem qualquer temor que celebramos a ceia do Senhor, porque não se pode deixá-la; é a nossa lei. Não podemos viver sem a ceia do Senhor. Sim, fui a assembleia e celebrei a ceia do Senhor com os meus irmãos, porque sou cristã (7, 9, 10).


- Santo Alexandre I, Papa (? - 115 D.C.): Nas oblações dos mistérios que se oferecem ao Senhor, dentro da celebração da Missa, deve-se oferecer em Sacrifício só o Pão e o Vinho misturado com água. Não se deve, pois, oferecer no cálice do Senhor nem só vinho, nem só água, mas um e outra, misturados, porque um e outra - isto é, sangue e água - brotaram do lado de Cristo, como lemos (Jo 19,34), (Carta "AD Ominis Orthodoxos" 9).


- Santo Irineu de Lyon (130 - 202 D.C.): E Seu sangue se diz "de uva" porque assim como não é produto do homem o produto da uva (mas de Deus, que faz com que se alegrem aqueles que dele bebem), de igual forma Seu Corpo e Seu sangue não são obra do homem, mas de Deus. O próprio Senhor deu o sinal da Virgem, e alegra os ânimos de quem o bebe, isto é. daqueles que recebem seu Espírito, alegria eterna (Demonstração da pregação apostólica, 57).


“Os fiéis bebem diariamente do cálice do Senhor, para que possam também eles derramar o seu sangue por Cristo”. (São Cipriano de Cartago, †258, Epístola 56, n. 1, em tempo de perseguição aos cristãos)


“Na Eucaristia está presente “in nuce”, de um modo incoado, a realização do plano salvífico universal de Deus: com Cristo ressuscitado faz-se presente a nova criação, os novos céus e a nova terra, a nova humanidade. Com efeito, na transfiguração gloriosa de Jesus Cristo já se havia inaugurado a renovação escatológica do mundo: no Senhor ressuscitado, o “eschaton” – Aquele que representa as realidades últimas – já está presente o oitavo dia, a eternidade que se manifesta no presente, fazendo com que saboreemos já o que iremos encontrar na vida eterna.” (São Basílio Magno, †379, De Spiritu Sancto, 27, 66: SCh 17 bis, 237.)


“Recebe o corpo de Cristo; dize Amém e com zelo santifica os olhos ao contato do corpo santo… Depois aproxima-te do cálice. Dize Amém e santifica-te tomando o sangue de Cristo”. (São Cirilo de Jerusalém, †386)


“O Santíssimo Sacramento é fogo que nos inflama de modo que, retirando-o do altar, espargimos tais chamas de amor que nos tornam terríveis ao inferno.(São Gregório Nazianzeno, †389)


“Deu-se todo não reservando nada para si. Não comungar (tomar a Eucaristia) seria o maior desprezo a Jesus que se sente “doente de amor”. (São João Crisóstomo, †407, CT 2,4-5)


“A Eucaristia é o pão de cada dia que se torna como remédio para a nossa fraqueza de cada dia. (Santo Agostinho, †430)


“Portanto, com toda certeza recebemo-los como corpo e sangue de Cristo. Em forma de pão te é dado o corpo, e em forma de vinho o sangue, para que te tornes, tomando o corpo e o sangue de Cristo, con-corpóreo e consanguíneo com Cristo. Assim nos tornamos portadores de Cristo (cristóforos), sendo nossos membros penetrados por seu corpo e sangue. Desse modo, como diz o bem-aventurado Pedro, “tornamo-nos participes da natureza divina”. (São Cirilo de Alexandria, †444, Quarta Catequese Mistagógica)


“Outrora, em Caná da Galileia, por própria autoridade, transformou a água em vinho. Não será digno de fé quando transforma o vinho em sangue?Convidado às bodas corporais, realizou, este milagre maravilhoso. Aos companheiros do esposo não se concederá, com muito mais razão, a alegria de desfrutar do seu corpo e sangue? (São Cirilo de Alexandria, †444, Quarta Catequese Mistagógica)




Posso comungar em pecado venial?


A Igreja Católica ensina que o pecado venial não impede a participação na Eucaristia, desde que a pessoa esteja em estado de graça, ou seja, sem pecado mortal.


Por isso, na Santa Missa, fazemos uma confissão pública a Deus das nossas faltas, de modo que possamos iniciar a celebração com humildade, reconhecendo-nos em necessidade da graça divina e da intercessão da comunidade em nosso favor perante Deus, iniciando com as palavras: “Confesso a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos, que pequei muitas vezes…”.


Isto é extraído de:


- Salmo 32,5: “Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri. Dizia eu: ‘Confessarei ao Senhor as minhas transgressões’; e tu perdoaste a maldade do meu pecado”.


CIC 1394. Tal como o alimento corporal serve para restaurar as forças perdidas, assim também a Eucaristia fortifica a caridade que, na vida quotidiana, tende a enfraquecer-se; e esta caridade vivificada apaga os pecados veniais (Concílio de Trento: DS 1638). Dando-Se a nós, Cristo reaviva o nosso amor e torna-nos capazes de quebrar as ligações desordenadas às criaturas e de nos radicarmos n'Ele.


Como se preparar para a Comunhão?


Catecismo de São Pio X: Para fazer uma comunhão bem feita, são necessárias três coisas:


1º Estar em estado de graça; ter a consciência limpa de todo o pecado mortal. Quem sabe que está em pecado mortal, deve fazer uma boa confissão antes de comungar; porque para que mesmo estando em pecado mortal, não basta o ato de contrição perfeita, sem a confissão, para fazer uma comunhão bem feita.


2º Estar em jejum desde uma hora antes da comunhão; o jejum eucarístico consiste em abster-se de qualquer espécie de comida ou bebida, exceto a água natural, que, na atual disciplina eucarística, não quebra o jejum.


3º Saber o que se vai receber e aproximar-se da sagrada Comunhão com devoção; aproximar-se da sagrada Comunhão com humildade e modéstia, tanto na própria pessoa como no vestir, e fazer a preparação antes e a ação de graças depois da Comunhão.


O que é a Hóstia?


Catecismo de São Pio X: A hóstia antes da consagração é pão de trigo. Depois da consagração, a hóstia é o verdadeiro Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo, debaixo das espécies de pão.


Tanto na hóstia como no cálice está Jesus Cristo todo inteiro, porque Ele está na Eucaristia vivo e imortal como no céu; por isso onde está o seu Corpo, está também o seu Sangue, sua Alma e sua Divindade; e onde está seu Sangue está também seu Corpo, sua Alma e sua Divindade, pois tudo isto é inseparável em Jesus Cristo.


Quando Jesus está na hóstia, não deixa de estar no Céu, mas encontra-se ao mesmo tempo no Céu e no Santíssimo Sacramento.


Posso comungar na mão?


No documento Conciliar Redemptionis Sacramentum, no número 90 ao 92 diz assim:


Os fiéis comunguem de joelhos ou de pé, de acordo com o que estabelece a Conferência de Bispos, com a confirmação da Sé apostólica. Quando comungarem de pé, recomenda-se fazer, antes de receber o Sacramento, a devida reverência, que devem estabelecer as mesmas normas.


Na distribuição da sagrada Comunhão se deve recordar que os ministros sagrados não podem negar os sacramentos a quem os pedem de modo oportuno, e estejam bem dispostos e que não lhes seja proibido o direito de receber. Por conseguinte, qualquer batizado católico, a quem o direito não o proíba, deve ser admitido à sagrada Comunhão. Assim pois, não é lícito negar a sagrada Comunhão a um fiel, por exemplo, só pelo fato de querer receber a Eucaristia ajoelhado ou de pé.


Todo fiel tem sempre direito a escolher se deseja receber a sagrada Comunhão na boca ou se, o que vai comungar, quer receber na mão o Sacramento. Nos lugares aonde Conferência de Bispos o haja permitido, com a confirmação da Sé apostólica, deve-se lhe administrar a sagrada hóstia. Sem dúvida, ponha-se especial cuidado em que o comungante consuma imediatamente a hóstia, na frente do ministro, e ninguém se desloque (retorne) tendo na mão as espécies eucarísticas. Se existe perigo de profanação, não se distribua aos fiéis a Comunhão na mão.


Em todo caso é para desejar que todos tenham presente que a tradição secular consiste em receber a Comunhão sobre a língua. O sacerdote celebrante, caso exista perigo de sacrilégio, não dê a Comunhão nas mãos dos fiéis e exponha-lhes as razões porque assim procede”.


Posso comungar em pecado e me confessar depois?


CIC 1384. O Senhor dirige-nos um convite insistente a que O recebamos no sacramento da Eucaristia: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós (Jo 6, 53).


CIC 1385. Para responder a este convite, devemos preparar-nos para este momento tão grande e santo. São Paulo exorta a um exame de consciência: Quem comer o pão ou beber do cálice do Senhor indignamente será réu do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, cada qual a si mesmo e então coma desse pão e beba deste cálice; pois quem come e bebe, sem discernir o corpo do Senhor, come e bebe a própria condenação (1Cor 11, 27-29). Aquele que tiver consciência dum pecado grave deve receber o sacramento da Reconciliação antes de se aproximar da Comunhão.


A Eucaristia diminui as penas do purgatório?


O catecismo da Igreja Católica nos ensina que a Eucaristia, ou Santa Comunhão, e a participação na Santa Missa podem ajudar a diminuir as penas do Purgatório, pois são meios eficazes de obter indulgências, que remitem as penas temporais dos pecados.


CIC 1371. O sacrifício eucarístico é também oferecido pelos fiéis defuntos, que morreram em Cristo e não estão ainda de todo purificados (Concílio de Trento: DS 1743), para que possam entrar na luz e na paz de Cristo:


Enterrai este corpo não importa onde! Não vos dê isso qualquer cuidado! Tudo o que vos peço é que vos lembreis de mim diante do altar do Senhor, onde quer que estejais» (Sta. Mônica, antes de sua morte, a Sto. Agostinho e ao irmão dele).


Em seguida nós rezamos pelos santos padres e bispos falecidos, e em geral por todos aqueles que morreram antes de nós, certos de que isso será de grande proveito para as almas em favor das quais tal súplica se faz, enquanto está presente a vítima santa e temível [...]. Apresentando a Deus as nossas súplicas pelos que morreram, tenham embora sido pecadores, nós [...] apresentamos Cristo imolado pelos nossos pecados, tornando assim propício, para eles e para nós, o Deus que é amigo dos homens (São Cirilo de Jerusalém).


CIC 1689. O sacrifício eucarístico: Quando a celebração tem lugar na igreja, a Eucaristia é o coração da realidade pascal da morte cristã . É então que a Igreja manifesta a sua comunhão eficaz com o defunto: oferecendo ao Pai, no Espírito Santo, o sacrifício da morte e ressurreição de Cristo, pede-Lhe que o seu filho defunto seja purificado dos pecados e respectivas consequências, e admitido à plenitude pascal da mesa do Reino. É pela Eucaristia assim celebrada que a comunidade dos fiéis, especialmente a família do defunto, aprende a viver em comunhão com aquele que adormeceu no Senhor, comungando o corpo de Cristo, de que ele é membro vivo, e depois rezando por ele e com ele.


 
 
 

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