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A revolta dos Macabeus

  • Foto do escritor: michelfiorio
    michelfiorio
  • 7 de dez. de 2025
  • 6 min de leitura

Atualizado: 7 de jan.



Nos últimos dias do ano litúrgico, a liturgia; a Palavra de Deus nos quer fazer recordar que tudo passa, que a vida passa, um ano se vai, um ano novo vai começar, tudo passa e nós estamos caminhando como um rio que corre para o mar, nós estamos caminhando para o encontro com o Senhor, nós estamos caminhando para o definitivo, para o que não passa. É isso que a Palavra de Deus quer nos recordar, para que a gente viva bem os dias da nossa vida; aquilo que a Palavra de Deus diz no Salmo: “ensinai-nos a contar os nossos dias para que o nosso coração descubra a sabedoria” (Sl 90,12).

 

É nesta visão que vamos refletir o Livro dos Macabeus.


Foi um tempo terrível para o povo de Deus. Era o século III A.C., e quem mandava na terra Santa eram os gregos, sobretudo os reis descendentes do general Antíoco, general de Alexandre Magno, Alexandre, o grande da Macedônia, e esses reis, surgiu um que era pior que os outros; o rei Antíoco IV. Ele se considerava ele mesmo divino, ele se considerava a si próprio uma manifestação dos deuses, tanto que colocou nele o apelido de Epífanes (ele se considerava uma epifania, uma manifestação dos deuses).


O sonho dele é que todos os povos do seu império, do seu reino tivessem a religião dos gregos, e por isso impôs ao povo de Israel a religião dos gregos. Primeiro colocou no Templo uma estátua gigante de um ídolo; Zeus olímpico. Imaginem para um judeu encontrar no Templo Santo de Deus uma estátua de um ídolo; Daniel vai chamar isso “a abominação da desolação” (Dn 9,27;11,31;12,11).


Depois proibiu que se tivessem os Livros da Lei, queriam destruí-los todos, arrancar Deus da memória e do coração do povo de Israel. Depois proibiu que se circuncidassem as crianças recém-nascidas conforme a Lei mandava e queriam obrigar os Judeus a comer carne de porco, o que era proibido pela Lei de Moisés (para nós já não somos mais proibidos, Jesus declarou é tudo puro, mas na lei antiga era proibido), e obrigavam os Judeus a violar o sábado, a não guardar o sábado. Tudo isso sob pena de morte. A perseguição foi muito dura, muito inclemente, muito cruel.


E agora o que os judeus iriam fazer? Para completar, muitos judeus se venderam para essa ideia maldita, achavam: “não, cumprir a Lei desse jeito é ser muito para trás, é ser fechado, cumprir a lei é muito radical, vamos dialogar com os Gregos, o que tem adorar também um pouquinho”, aquela velha história, o que tem acender uma velinha para Deus e outra para o diabo. O que tem; muitos judeus caíram nesta armadilha, muitos judeus renegaram a fé, muitos judeus para ficar bem com todo mundo mascaram a sua fé. O rei manda a várias cidades emissários para darem banquetes festivos nas praças com carne de porco, com comidas impuras para os judeus e oferecer sacrifícios aos ídolos. Que Judeus importantes de cada cidade oferecessem sacrifícios a vista do todos para desmoralizar tudo.


E assim chegam na cidade de Modin, e lá, Matatias, que era respeitado, já com uma certa idade, cercado de filhos, é escolhido para oferecer sacrifícios aos deuses. Se não oferece é inimigo do rei, virão as consequências. E agora, o que você faria? Cuidado com a resposta, porque é muito fácil dizer “eu não ofereceria”. Será que de vez em quando a gente não acende uma velinha para o que não é de Deus, será que de vez em quando a gente não faz uma concessãozinha para o espírito do mundo. Desculpa esfarrapada não falta: não precisa ser radical, a gente dialoga, em nome disso se trai a fé, em nome disso se foge da radicalidade do Evangelho.


O que você faria? Pois bem, Matatias não oferece o sacrifício, Matatias prefere perder a vida a trair a Aliança, a trair o seu Deus, a trair a fé dos seus pais. Mas alguns judeus, aqui no caso, um vendido se levanta e diz: “não, eu ofereço” e Matatias então tomado de indignação mata aquele Judeu, voa em cima dele, diz o texto: “tomado de santo zelo, voa em cima daquele judeu apóstata, daquele judeu que queima incenso para um ídolo e o mata, e tomado mesmo de ira mata também os emissários do rei” (1Mc 2,24-25).


E aí não tem mais jeito, adeus a vida cômoda, adeus a vida que tinha, vai ter que fugir e sai gritando pela cidade: quem ama a lei de Deus, quem ama a justiça (justiça na Bíblia quer dizer: cumprir os preceitos de Deus. José, esposo de Maria, era um homem justo, quer dizer, cumpria os preceitos de Deus. Nos tempos de hoje é uma pessoa piedosa), quem tem piedade, quem tem temor de Deus venha comigo, e fugiram para as montanha e assim começou a "REVOLTA DOS MACABEUS” que vai terminar expulsando os gregos da Terra Santa (1Mc 2,27-28).


O que a palavra de Deus quer nos mostrar é que ser de Deus, caminhar com Deus não é fácil e nos coloca diante de decisões na vida. Jesus mesmo disse: “eu não vim trazer a paz, mas a espada”. Como se Ele disse: “Eu vou dou a paz”? Sim, a paz do nosso coração, sim, a paz de ter Deus em nossa vida, sim, a paz de experimentar em nós o Santo Espírito. Mas essa paz não é uma paz frouxa, não é uma paz de medo, não é uma paz de comodismo, não é uma paz de covardia. Essa paz é uma paz de luta, por isso Ele diz: “desde os dias de João Batista o reino de Deus sofre violência e só os violentos o conquistam”.


Que violência é essa? A violência no meu coração contra o pecado, a violência no meu coração contra o que é mundano, a violência em meu coração contra tudo aquilo que em mim me afasta de Deus, que em mim quer tomar o lugar de Deus em minha vida.


Há uma luta a ser travada no coração de todos nós! E quando termina? Na hora da morte. A nós cabe lutar e é Deus que dá a vitória! Quanto de luta tem para ser feita. Nesse sentido, olhemos para o Evangelho: Jesus se aproxima de Jerusalém, olha a cidade e começa a chorar. Jerusalém é a Igreja, mas Jerusalém também sou eu, Jerusalém é você, e Jesus começa a chorar sobre a cidade e diz a Jerusalém, diz a Igreja, diz a mim, diz a você: “se tu também compreendesses hoje o que te pode trazer a paz”. O que pode nos trazer a paz, aquela de verdade e que o mundo não pode dar nem pode tirar? Só Jesus nos dá essa Paz, Ele é a Paz! 


Quando nós experimentamos, quando temos o Senhor, venha o que vier na vida, a gente é forte porque nossa vida, porque nossa existência, porque nossos corações estão ancorados na Rocha e a Rocha é Cristo! Ah se tu Jerusalém soubesse o que te pode trazer a Paz! Mesmo na luta eu posso estar chorando e estar em paz, eu posso ter uma perda, sofre uma derrota e estar em paz, se Cristo cheio do seu Espírito Santo estiver no centro do meu coração. Ah Jerusalém se tu soubesses o que pode te trazer a Paz! Triste daquele cuja felicidade depende dos acontecimentos exteriores, coitado daquele que coloca a sua paz nas coisas de fora, porque nunca estará em paz, ainda que consiga tudo, não terá a paz porque tem medo de perdê-las, e um dia vai perder mesmo, porque tudo passa.


A paz verdadeira, a vida verdadeira, a plenitude verdadeira nós só encontramos em Jesus Nosso Senhor. Ah se o mundo soubesse, ah se tu compreendesses hoje o que te pode trazer a Paz!


Agora, porem, isso está escondido aos teus olhos, Jesus diz a Jerusalém: “dias virão em que os inimigos farão trincheiras contra ti, te cercarão de todos os lados, esmagarão a ti e teus filhos, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque tu não reconheceste o tempo em que foste visitada”. Fechar-se para Cristo como meu Senhor, como meu Deus, vai fazendo que sobre a minha vida não fique pedra sobre pedra. Somente Cristo, porque nem a vida, nem a morte, nem criatura alguma nos poderão separar do amor de Cristo. Mas isso exige que eu me decida por Cristo, e decidir-me por Ele é uma luta de cada dia.


Como os judeus da época dos Macabeus, do rei Antíoco Epífanes IV, como Jerusalém, como Israel, como os judeus do tempo de Jesus, como nós hoje, decidamos por Cristo, busquemo-lo, deixemo-lo que Ele reine em nossa vida.


Isto é o sentido da vida, isso faz a vida valer a pena!



A PAZ É JESUS. A ELE A GLÓRIA, O LOUVOR PELOS SÉCULOS DOS SÉCULOS, AMÉM!

 
 
 

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